segunda-feira, 17 de março de 2014

The Man Who Shot Liberty Valance: a melancólica vitória da civilização


O homem que matou o facínora foi um filme dirigido por John Ford, lançado em 1962. O filme foi indicado ao Oscar apenas na categoria de figurino, e não ganhou o prêmio. Foi um dos últimos filmes do diretor, e apesar de na época não ter obtido tanto sucesso, ficou marcado como um dos melhores westerns de Ford (na humilde opinião de quem vos escreve, é sem dúvida o melhor).



O filme começa bem já nos créditos: James Stewart e John Wayne são as duas principais estrelas do filme (os dois também atuaram juntos no excelente The Shootist, e em How The West Was Won). John Wayne atua como Tom Doniphon, um cowboy típico, com o seu ten gallon hat e velocidade no gatilho, e James Stewart como Ransom Stoddard, um advogado recém formado vindo do Leste, com elegância e ideais em excesso para viver no Oeste. Em resumo, os dois estão atuando no tipo de personagem que cada um mais dominou nas suas respectivas carreiras, e a escolha de Ford do seu elenco foi perfeita. A sintonia dos atores com os personagens pode ser demonstrada pela origem do famoso "Pilgrim!" que Tom Doniphon usa para se referir a Ransom, e que ficou marcada como a frase clássica de John Wayne.



A escolha por fazer o filme em preto e branco ajudou a disfarçar as idades dos atores (Wayne 54 e Stewart 53), cujos personagens são muito mais novos. O disfarce foi muito bem realizado - compare John Wayne em Red River, feito 14 anos antes, e encontre um Duke que parece mais velho em 1948 do que em 1962. O filme conta também com Lee Van Cleef, o eterno vilão do western, como um dos capangas de Liberty Valance.

A história do filme gira em torno de Ransom Stoddard, senador da República, que volta para a pequena cidade de Shinbone para o funeral de Tom Doniphon, e disposto a contar a história de heroísmo de seu amigo que acabou morrendo desconhecido. Por trás deste simples conto, está uma crônica sobre o fim do Oeste, e uma reflexão sobre a validade da suposição de superioridade da civilização sobre a vida anárquica da fronteira. Adiante, um pequeno review sobre o filme, mas atenção, muitos SPOILERS. Assista o filme antes (vale a pena).

Watch out for spoilers, Pilgrim!
SPOILERS
SPOILERS


O filme começa com a chegada da locomotiva à cidade de Shinbone (a locomotiva, como já escrevi nesse blog, representa o progresso que atropela o velho Oeste) trazendo os envelhecidos Ransom e sua esposa Hallie de volta a velha cidade. Hallie, junto a Link Appleyard, o antigo xerife da cidade, contempla de forma triste como a pequena cidade onde morava antes de mudar-se para Washington havia crescido e mudado ("Well, the railroad done that. The desert is still the same." responde o velho xerife). Os dois vão até a casa que pertencia a Tom Doniphon, onde florescem as rosas de cactos, que são uma alegoria central do filme - voltaremos a ela até o fim do texto.

Os dois reencontram Ransom e vão ao funeral de Tom. Os jornalistas da Shinbone Star estão atrás deles, querendo saber o que levaria um senador da república a ir até Shinbone apenas para o funeral de um desconhecido. Ransom decide então contar a eles a real história sobre o homem que matou Liberty Valance, começando pela sua mudança para o Oeste depois de terminar o estudo do direito no Leste. A diligência que trazia o jovem Ransom é assaltada por Liberty. Ransom, ao tentar proteger a viúva que viajava com ele, anuncia sua profissão de homem da lei e promete colocar o bandido na cadeia. Em resposta, Liberty Valance rasga seus livros de estudo e aplica-lhe uma surra de chicote, avisando: "Well, I'll teach you law. Western Law." Esse é o primeiro confronto do filme entre a realidade do Leste e a do Oeste, entre a civilização, representada por Ransom, e a fronteira, por Liberty. Este é o duelo que pauta toda a história.


Ransom é salvo por Tom Doniphon, e levado aos cuidados de Hallie. Ransom, mesmo estando muito ferido, deseja ir atrás de Liberty Valance, o que leva Tom a lhe sugerir carregar uma arma na cintura. Mas Ransom quer ir atrás do bandido no "Eastern Way", através da Lei, levá-lo a julgamento e a prisão. Mas a Lei em Shinbone é representada pelo xerife Link, que nos revela que a cadeia possui apenas uma cela, cuja tranca está quebrada, e por isso o próprio xerife a usa como dormitório.


Ransom começa a trabalhar no restaurante de Hallie, onde mais uma vez vemos o contraste entre as duas culturas. Enquanto Hallie se espanta com a lentidão de Ransom para lavar os pratos, Ransom se surpreende com o analfabetismo de Hallie. Hallie, envergonhada, faz a pergunta retórica: para quê eu preciso saber ler e escrever? Uma das minhas passagens favoritas do filme que retrata a simplicidade das pessoas do Oeste é quando o jornalista Peabody, ao tentar ensinar Hallie a etiqueta que diz de qual lado do prato devem estar postos os talheres, recebe como resposta: "You superstitious or something?". Apesar do desdém inicial, Hallie pede a Ransom que a ensine como escrever e ler, e logo outros habitantes de Shinbone também estão aprendendo com o advogado (outra passagem interessante do filme, durante uma aula de Ransom, Pompey, o ajudante negro de Tom, confunde a Constituição com a Declaração de Independência, e falha em lembrar exatamente a passagem "That all men are created equal", o que é uma sutil crítica de Ford e os roteiristas ao estado de desigualdade racial americano. "I knew that, Mr. Ramse, but I just plum forgot it." se desculpa Pompey, no que Ransom responde "A lot of people forget that part of it") Esta é a representação da transformação da cultura simples do Oeste para a civilizada do Leste, que, tratada como superior, atrai os westerners mais humildes.


Outra frente de disputa entre o Leste e o Oeste está no triângulo amoroso formado por Tom, Hallie e Ransom. Vemos durante o filme Hallie aos poucos se afastando de Tom e se aproximando de Ransom. Na cena da cozinha do restaurante, Tom traz para Hallie uma rosa de cacto como presente, que representa a estética rústica particular do Oeste. Hallie mostra a rosa para Ransom e pergunta: "Isn't that the prettiest thing you ever did see?", mas o advogado responde: "Did you ever see a real rose?". A estética que representa o Oeste é vista como falsa, diante da beleza real das rosas verdadeiras que representam o Leste e a civilização.



Ransom Stoddard contra Liberty Valance: civilization x wilderness

Durante o filme, o Leste vai aos poucos vencendo o Oeste em todas as frentes, na lei, na cultura, nas relações e mesmo na estética. Mas o Leste não consegue vencer esta batalha por si, como é mostrado na cena em que Liberty Valance humilha Ransom derrubando-o com o prato que ele serviria a Tom. A brutalidade do Oeste só pode ser enfrentada com a sua própria brutalidade. Quando Liberty Valance se une aos grandes fazendeiros, o próprio Ransom admite que será necessário o braço forte de Tom junto com as armas para enfrentá-lo. Isto é visto no momento em que ele apaga o quadro da classe, onde estava escrito "Education is the basis of the law and order". "When force threatens, talk is no good anymore", ele diz a Hallie.


Quem vai fazer este papel de herói no filme é Tom Doniphon, mesmo que isso signifique a sua própria queda (como vimos no início do filme, Tom termina como um desconhecido, enquanto Ransom torna-se um senador). Tom, como um bom herói do western, não está preocupado com o reconhecimento e ganho pessoal, mas em fazer o que o próprio acha certo, e de manter-se fiel a sua própria verdade, como vemos quando ele rejeita a nomeação para delegate feita por Ransom.


Depois de Liberty perder a eleição, ele massacra a sede do Shinbone Star e seu dono, Mr. Peabody, o que leva Ransom Stoddard a decidir enfrentar o bandido, mesmo com suas fracas habilidades com o revólver.  Liberty Valance ganha no poker antes do duelo final com um ás e um oito, a dead man's hand, o que já anuncia o seu fim. Surpreendentemente, Ransom consegue atirar em Liberty, mesmo tendo que usar a mão esquerda. Ransom ganha a glória, o poder e a garota. Durante a convenção para a escolha do representante do território em Washington, Ransom, com base em seus princípios do Leste, deseja abandonar a política por não querer construir sua carreira em cima da morte de Liberty Valance, mas Tom vem lhe contar a verdade: foi ele quem atirou e salvou-lhe a vida. Com isso Tom perdeu Hallie para Ransom, mas apesar de irritado, ele exige que Ransom assuma a nomeação e traga o progresso para Shinbone e o Oeste: "You taught her how to read and write, now give her something to read and write about!". Tom Doniphon também reconhece o Leste e a civilização como superiores, apesar do próprio não conseguir se ajustar a esta nova realidade.



A flor de cacto sobre o caixão - o Oeste está morto, e não há o que comemorar


Ransom ganha, torna-se governador, senador, mas o filme não tem um final feliz. O funeral de Tom é também um funeral do Oeste, e apesar de no início a civilização ter um apelo de superioridade, podemos ver em Ransom e principalmente em Hallie (além dos outros velhos habitantes de Shinbone) certo remorso por toda a mudança ocorrida. Ransom passa dinheiro através de um aperto de mão para Pompey ("Pork Chop Money"), sugerindo que o jovem cheio de ideais teve que fazer concessões à corrupção e ao jogo político em Washington para obter todo o sucesso conseguido - o último diálogo do filme também sugere isso, quando Ransom promete escrever uma carta elogiando o empregado que lhe traz mordomias. Ransom também se ressente por ter construído sua carreira sobre um feito que não foi realizado por ele, como vemos na sua reação quando o empregado lhe diz "Nothing is too good for the man who shot Liberty Valance". Ransom e Hallie trouxeram a civilização para o Oeste e se tornaram importantes em Washington, mas também não saíram vitoriosos na mudança, porque perderam a comunidade com a qual os dois se identificavam, que era o velho Oeste. Na locomotiva que volta a Washington, os dois planejam a volta para Shinbone, e a rosa de cacto deixada por Hallie sobre o caixão de Tom revela que o Leste e a civilização ganharam na realidade, mas o Oeste permaneceu naqueles que viveram nele.



A locomotiva - o moinho satânico do Oeste - abre e fecha o filme

domingo, 26 de janeiro de 2014

Guia de apreciação de western para iniciantes

Há mais ou menos seis anos atrás, quando assisti pela primeira vez The Good, The Bad and The Ugly, me identifiquei tanto com o gênero conhecido como "western", que desde então assisti mais de 100 filmes que podem ser classificados desta forma. O estilo spaghetti western deste filme, um tipo de western com mais ação e som, e com a brilhante direção de Sergio Leone, aliada à música de Ennio Morricone, foram essenciais para que o leigo que eu era nesta época gostasse do filme. Depois de assisti-lo, o gosto pelo western me levou a pesquisar diretores e atores, o que me fez conhecer nomes como John Ford, Howard Hawks, John Wayne, James Stewart, etc, e me transformou de verdade em um cinéfilo, que aprecia outros gêneros também.

Apesar disso, ainda considero o western o gênero mais importante do cinema, ao menos do cinema americano. A fórmula do "faroeste" foi copiada exaustivamente por gêneros modernos como ação e aventura. Por isso o gênero sofre do mesmo problema dos textos de Shakespeare - estão cheios de clichés.  Muitas pessoas têm esta percepção do western, por exemplo, após ver filmes como Shane. Mas assim como os "clichés" das tragédias e comédias de Shakespeare são muito superiores às infinitas repetições feitas com o passar dos anos, o western pode ser mais profundo do que simples filmes de tiroteio (apesar de existirem também os filmes de bang-bang). O western é um equilíbrio perfeito entre um filme de ação do Stallone e um filme cult do cinema europeu.

"Shane" - ou na brilhante tradução "Os brutos também amam"


Me incomoda um pouco quando vejo que muitas pessoas com quem eu converso que gostam de cinema não têm interesse ou mesmo ignoram o western. Não dá para ser um cinéfilo completo sem entender este gênero. Alguns westerns precisam ser obrigatoriamente vistos, e vou tentar escrever aos poucos aqui nesse espaço as minhas impressões sobre alguns filmes. Neste texto introdutório, vou tentar destacar alguns elementos característicos do gênero, e que sabendo identificá-los, torna a apreciação dos filmes bem mais simples.

O American Film Institute classifica o western como o gênero de filmes cujo cenário é o oeste americano e que encarnam o espírito, a luta para domar e por fim o desaparecimento da nova fronteira. O tema essencial do gênero é a vida na fronteira, e é por isso que o western possui muita aplicabilidade. Inicialmente podemos pensar que na vida urbana civilizada os problemas do velho oeste são distantes e não relacionados. Entretanto, pelo contrário, no mundo contemporâneo competitivo estamos constantemente lutando contra fronteiras, apesar de não serem geográficas como enfrentaram os pioneiros. E por isso existe uma ponte entre os temas dos westerns e a vida real, que depende da visão do espectador.  O objetivo não é entender a mensagem que o diretor quis passar, como em alguns filmes artísticos, mas sim interpretar individualmente os problemas e as soluções que surgem dentro do filme, o que torna os westerns mais divertidos. Os filmes não são metáforas, são aplicáveis.

No centro do problema da fronteira está o herói representado pelo cowboy, que é caracterizado especialmente por algumas características psicológicas. Pode-se destacar inicialmente a solidão (tenho a impressão que Michel de Montaigne também seria um aficionado em filmes de faroeste) e o desapego. O herói do western desafia a noção aristotélica de que o homem é um animal social e se apresenta como um herói estoico. O cowboy abraça quase literalmente a ideia de Epiteto de que na vida somos como viajantes em uma estalagem ou convidados em uma mesa estranha, comportando-se como um indivíduo desapegado a coisas materiais, incluindo outras pessoas. Mesmo quando em busca de dinheiro, o cowboy não está preocupado com a recompensa material em si, mas com a tarefa de caçador de recompensas com a qual se identifica - por exemplo, Blondie (aka Monco ou Joe) na trilogia dos dólares de Leone torna-se um milionário, mas permanece usando o mesmo poncho velho (que foi achado e não comprado).

A solidão do cowboy se manifesta de duas formas distintas: a objetiva, que significa estar sozinho, sem ninguém por perto, e a subjetiva, isto é, sentir-se sozinho. Esta distinção é interessante porque as duas não aparecem necessariamente juntas. Muitas vezes o cowboy não se sente sozinho mesmo estando só, na verdade o herói sente-se mais confortável em agir sozinho. Shane, no seu último duelo prefere nocautear Joe a deixá-lo participar do duelo final - que Shane entra para proteger seu próprio amigo nocauteado. Estar sozinho geralmente é uma escolha, mas pode ser uma imposição ao herói também. Em High Noon, após percorrer a cidade inteira pedindo ajuda, e escutar rejeições de apoio de todos a quem o delegado ajudou durante anos, Will Kane, representado perfeitamente por Gary Cooper, decide ir a luta sozinho contra o grupo de bandidos que voltou a cidade. Mesmo recebendo vários pedidos para que fuja da cidade e dos bandidos, Kane permanece irresoluto na sua missão, mesmo que a tenha que cumprir sozinho. Estar sozinho não é um empecilho para o cowboy.

Mesmo na sua condição de herói estoico, o cowboy em diversos momentos também se sente sozinho, estando ou não objetivamente sozinho, e alguns filmes tratam sobre este tema, como "High Noon", "The Shootist", "Unforgiven", e o recente Appaloosa. "The Searchers" também explora bastante este tema, sendo a sua clássica cena final um grande exemplo deste tipo de sentimento: vemos Ethan Edwards, ao fim de sua jornada, redimido porém solitário, enquadrado pelo batente da porta - o fato de Ethan não entrar na casa representa o seu distanciamento das outras pessoas.

"The Searchers" - "Rastros de Ódio" em português

A complicação de entender a solidão subjetiva do cowboy ocorre por outra característica central na construção da personagem, que é o silêncio. O herói não fala muito, e por isso muitas vezes não sabemos o que ele sente, pensa, nem mesmo o seu nome. Manter-se quieto pode representar a sobrevivência para o cowboy (como Tuco e Blondie mostram em The good, the bad and the ugly ao manterem suas partes do segredo). A ação do filme costuma construir-se na expectativa do próximo passo do protagonista, o que não teria nenhuma graça se ele não mantivesse a postura calada. Ele prefere agir a falar - nas palavras de Tuco, "When you have to shoot, shoot. Don't talk". Esta característica também exige muito do ator principal ser capaz de expressar uma série de sentimentos apenas pela linguagem corporal, e como o herói também se mantém quase sempre frio e inexpressivo, essa comunicação precisa ser transmitida em detalhes como o modo de olhar. John Wayne é um mestre nesta arte (a minha atuação favorita é como Thomas Dunson em "Red River"), e é por isso que ele tornou-se o símbolo do western e do cinema americano.

Este silêncio, que se traduz em poucos diálogos e som durante o filme, associado ao estilo da fotografia, as poucas cores que giram todas em torno de um semi-sépia, as cenas gravadas com câmera parada, a ausência de trilha sonora nos filmes mais antigos, tudo isto contribui para que iniciantes que estão acostumados com os filmes modernos cheios de efeitos, trilha sonora e muitos diálogos se entediem com os filmes de faroeste. Acostumando-se com o ritmo do filme, este tipo de percepção desaparece, e é possível aproveitar ao máximo a qualidade do gênero.

Apenas para encerrar este texto que deveria ser mais curto e apenas uma introdução, acredito que vale a pena destacar dois elementos que costumam aparecer nos westerns e que representam partes importantes nos roteiros destes filmes: a locomotiva e o ouro. O tema do confronto entre a civilização vinda do leste e o "wild west" aparece em muitos filmes, como em "The Man Who Shot Liberty Valance" e "The Big Country" (que tem uma tradução em português muito mais interessante: "Da terra nascem os homens"). Em outros filmes, a locomotiva representa a chegada do leste, mas uma chegada avassaladora, como um "moinho satânico", na expressão de Karl Polanyi, trazendo a mudança e triturando os homens e o Oeste no processo. Em "Once upon a time in the west" a chegada da ferrovia serve de pano de fundo para todo o roteiro do filme.

A ferrovia - o moinho satânico do oeste - em "Once upon a time in the west"

Já o ouro representa a grande oportunidade da fronteira, e a escassez aliada a condição de bem público das minas faz aflorar nos pioneiros o máximo da sua já inerente competitividade e individualidade. Como o velho e experiente garimpeiro de "The Treasure of the Sierra Madre" Howard previne: "I know what gold does to men's souls". Este filme é um clássico na abordagem do efeito do ouro no comportamento dos cowboys, e a atuação de Humphrey Bogart supera até mesmo seu trabalho em Casablanca e em The Big Sleep.


Agora você já pode aproveitar melhor o mito do velho Oeste